Artigos



Cores: Aprenda a usar o círculo cromático


 

Teoria da cor

O geólogo e romancista alemão Goethe estabeleceu no início do século XIX a teoria da cor pigmento, que viria a explicar alguns dos aspectos básicos da cor.

Essa teoria foi desenvolvida no começo do séc. XX pelos pintores alemães Johannes Itten e Paul Klee, professores na Bauhaus, que ampliaram com trabalhos nesta escola de arte o modelo teórico iniciado por Goethe. Itten identificou na composição da cor por pigmento sete contrastes básicos presentes no círculo cromático.


Círculo cromático

O círculo cromático, tradicionalmente é representado como o próprio nome indica, por um círculo com 12 cores: três primárias, três secundárias (formadas pela mistura das primarias) e seis terciárias, criadas pelas misturas das primárias com as secundárias.

A partir destas cores, muitas outras são criadas, por adição do preto para formar as cores escuras e por adição de branco para formar as cores claras ou cores pastel.


Cores primárias: são cores que não podem ser obtidas a partir da mistura de outras cores. São elas: amarelo, azul e vermelho. 

Cores secundárias: são cores que se obtêm pela mistura de duas cores primárias.

O laranja é o resultado de misturar vermelho e amarelo.

O verde obtém-se a partir da mistura do amarelo e o azul.

O violeta resulta da mistura de vermelho e azul.

Cores terciárias: são cores terciárias as cores resultantes da mistura de cores primarias e secundárias.

Amarelo terciário (ocre) resulta do verde e laranja.

Vermelho terciário resulta do verde e violeta.

Azul terciário resulta do verde e violeta.

As cores terciárias são aquelas que mais abundam na natureza e os mais utilizados na pintura.

Cores quaternárias: são cores obtidas a partir da mistura das cores terciárias. 

Um vermelho terciário e um amarelo terciário produz uma cor laranja muito neutra.

Um amarelo terciário e um azul terciário produz um verde muito neutro. (verde oliva).

Um vermelho terciário e um azul terciário produz um violeta muito neutro.

Cores Quente X Fria

São tantas as maneiras de classificar e combinar as cores, que hoje a regra é clara: não há regra. Mas é sempre possível andar pelo caminho mais seguro. E o caminho mais seguro neste caso é conhecer um pouco da regra.

Podemos classificar as cores em quentes e frias. Vermelhos, amarelos e alaranjados são cores quentes e os verdes, azulados e violetas, cores frias. Psicologicamente as cores quentes nos proporcionariam sensação de acolhimento e as frias de frescor.

Obtemos assim novas cores com distintas características que se desprendem da quantidade de luz (branco), sombra (preto); Isto determina o grau ou valor da cor, o seu fator de luminosidade ou escala tonal.

O círculo cromático não é um instrumento científico de classificação de cores, mas é muito útil na composição de quaisquer trabalhos, porque você obtêm a combinação das cores, além de verificar várias características como: luminosidade, saturação, sombra, cor dominante em uma mistura, entre outras.


Conceitos Importantes

Matiz ou Tom

É o fator diferencial de uma cor que se especifica com um nome e que o define em relação aos outros. Por exemplo: amarelo, verde, violeta, vermelho, etc.

Para se mudar o tom ou matiz de uma cor, acrescenta-se outro tom, assim, obtemos diferentes graduações ou tonalidades.


Tonalidade

Esta característica define variantes de um tom ou matiz (ou seja de uma cor) relacionadas com a sua saturação ou luminosidade ou como resultado da proporção das cores componentes ou das agregadas.

Por exemplo, o verde amarelado e o verde azulado são diferentes tonalidades do verde, mas também são tonalidades a gama de verdes obtida a partir da cor pura.


Grau ou valor de uma cor

Este é um termo que tem a ver com a “escala tonal” ou “escala de valores”, se utiliza para descrever quão clara ou escura é uma cor, e se refere à quantidade de luz percebida.

O valor é o grau de claridade ou obscuridade de uma cor.

Como bem sabemos, as cores do círculo cromático são baseadas em cores puras. Para cada cor existem, no entanto, versões claras e escuras. Estas versões das cores puras são denominadas tonalidades da cor.

Estas tonalidades podem ser reconhecidas em termos artísticos como sombras, para nos referirmos as cores escuras ou profundas. Qualquer termo é válido e simboliza basicamente que são cores pouco iluminadas que são obtidas por adição da cor preta á cor pura.

De igual forma existe a versão mais clara da cor, conhecidas como cores pastel, cores pálidas, tons claros.

À medida que se agrega mais preto a uma cor, se intensifica tal obscuridade e se obtém um valor mais baixo. À medida que se agrega mais branco a uma cor se intensifica a claridade da mesma, obtendo-se com isso valores mais altos.

Duas cores diferentes (como o vermelho e o azul) podem chegar a ter o mesmo valor ou tom, se consideramos o conceito como o mesmo grau de claridade ou obscuridade com relação à mesma quantidade de branco ou preto que contenha segundo cada caso.

A descrição clássica dos valores corresponde a claro (quando contém quantidades de branco), médio (quando contém quantidades de cinza) e escuro (quando contém quantidades de preto). Quanto mais brilhante for a cor, maior será a impressão de que o objeto está mais perto do que em realidade está.


Recapitulemos

Cada cor pode ter diferentes valores de acordo com o seu grau de claridade ou obscuridade refletida.

Por exemplo, um vermelho claro tem valor mais alto do que um vermelho escuro. Desta maneira, “valor” significa a quantidade de luz que uma superfície tem a capacidade de refletir.

Em outras palavras, refere-se a maior ou menor quantidade de luz presente na cor. Quando se adiciona preto a determinado matiz, este se torna gradualmente mais escuro, e essas gradações são chamadas escalas tonais. Para se obter escalas tonais mais claras acrescenta-se branco.


Curiosidade

A cor não é outra coisa que a desintegração da luz solar ou luz branca.

Isto pode ser demonstrado, realizando estes simples exercício: Deixamos passar um raio de luz do sol através de um pequenino orifício num recinto escuro ou permitindo um raio de luz solar passar através de um prisma de cristal triangular para ser projetado numa tela branca.

Desta forma observaremos que a luz é decomposta numa faixa de cores que inclui vermelho, laranja, amarelo, verde, azul e violeta perfeitamente diferenciados.

Assim podemos dizer que um objeto que tem cor verde, é porque absorve todas as radiações de cor menos a verde que é refletida.

Existe, portanto, um estudo através das leis cromáticas que definem o comportamento das cores quando se faz uso delas para aproveitar todas as suas faculdades expressivas e desenvolver o variado repertório de harmonias cromáticas. 


Harmonia monocromática: é a harmonia resultante de uma mesma cor do círculo cromático. As tonalidades podem mudar, mas todas ficam no mesmo matiz do círculo cromático. O esquema ou harmonia monocromática utiliza variações de luminosidade e saturação de uma mesma cor.

A cor principal pode ser combinada com cores neutras, preto e branco, no entanto pode ser difícil quando se utiliza esta harmonia, ressaltar os elementos mais importantes.

 

Harmonia análoga: é a harmonia formada de uma cor primária combinada com duas cores vizinhas no círculo cromático. Uma cor é utilizada como a dominante enquanto que as adjacentes são utilizadas para enriquecer a harmonia.

 

Harmonia complementar: é a harmonia que ocorre quando combinamos cores opostas no círculo cromático. Em outras palavras, são cores que se encontram simétricas com respeito ao centro do círculo. O Matiz varia em 180 º entre um e outro.

Esta harmonia funciona ainda melhor se são combinadas cores frias e cores quentes, como por exemplo vermelho com verde-azul ou azul com amarelo. Uma harmonia complementar é intrinsecamente uma harmonia de contraste.

Ao escolher essa harmonia é importante escolher uma cor dominante, e utilizar a complementar para toques de destaque. Como, por exemplo, utilizar uma cor para o fundo e a outra para destacar os elementos de importância.

Harmonia triádica: é a harmonia onde usamos três cores equidistantes no circulo cromático. Por exemplo azul, amarelo e vermelho. Esse tipo de combinação consegue dar um efeito visual muito atraente.

Esta harmonia é muito popular entre os artistas porque oferece um alto contraste visual, ao mesmo tempo que conserva o balanço e a riqueza das cores. Esta harmonia não é tão contrastante como o esquema de complementares, mas aparece mais equilibrado e harmonioso.

Harmonia do complemento Divídico: é a harmonia conseguida através da mistura de uma tonalidade da escala com as duas vizinhas da cor diretamente oposta a primeira.

Esta é uma variante da combinação de harmonia de complementares. Que utiliza uma cor como principal e as duas cores adjacentes ao seu complementar.

Esta é uma harmonia que oferece um grande contraste sem a tensão do esquema complementar.

Harmonia dupla complementar: como o nome indica, refere-se a harmonia conseguida por dois pares de cores complementares entre si.

Denominado por alguns como tetradas, estas combinações são as mais ricas de todas as harmonias, porque utiliza quatro cores sendo elas complementares em pares.

É, no entanto, uma harmonia muito difícil de trabalhar. Se as quatro cores são utilizadas em iguais proporções, a harmonia parecerá desequilibrada. Deverá sempre ser escolhida uma cor como a dominante sobre as restantes.

Dúvidas ou sugestões?

aline@alinefranca.com.br

48 98409.0101

 


Tags: , , ,

Uma resposta para “Cores: Aprenda a usar o círculo cromático”

  1. […] duas cores em um look é mais fácil de errar. Se você realmente gostar de cores, que tal usar o circulo cromático para evitar alguns […]

Deixe uma resposta


Cadastre-se para receber novidades!

Cadastre-se para receber novidades!

Fique por dentro de eventos, palestras, workshops e muito mais! Cadastre seu email e receba as novidades.